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quinta-feira, 16 de abril de 2009

O Sexto Dia

Milhões de flechas douradas queimavam no céu enegrecido de apenas cinco dias de idade.
Uma leve brisa cortava os campos verdejantes, fazendo com que o capim dançasse em sincronia perfeita.
As flores exibiam suas cores puras e exalavam seu doce aroma por toda a campina.
Um rio corria límpido e plácido.
O silêncio reinava puro e soberbo.
O alvorecer, que apenas ameaçava pontar timidamente no firmamento, era a única testemunha do que acontecia.


Uma massa de terra molhada, aparentemente inanimada e disforme, ganhou formato.
E vida.
Uma forma humana surgiu onde havia apenas barro.
Como uma borboleta que luta para sair de seu casulo, o homem quebrou a camada de barro duro que o envolvia.
Levantou-se e olhou ao redor.
Ficou deslumbrado com a perfeição daquele lugar.
A mistura de todas as sensação, novas e desconhecidas, o deixou tão atônito que ele mal percebeu a dor aguda que lhe passou pela lateral do corpo.
Só notou quando, de uma de suas costelas, surgiu um ser semelhante a ele.
Semelhante e diferente.


Lá de cima, Deus suspirou.
- Terminei. – fechou os olhos e deixou que o vento batesse em seu rosto. – Agora posso descansar.